
Mais do que números, a internet transforma a forma de ensinar e aprender nas escolas. Na prática, ela capacita professores a inovarem em sala de aula e permite que estudantes aprofundem conhecimentos, desenvolvam projetos e ganhem autonomia no processo de aprendizagem.
De acordo com o Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 100% das escolas estaduais localizadas em áreas urbanas do Piauí possuem internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem. Nas áreas rurais, o avanço também é significativo: o índice saltou de 49,2% em 2015 para 98% em 2025, ampliando o acesso e reduzindo desigualdades.

Dentro das salas de aula e dos laboratórios, esse impacto já é percebido no dia a dia. No Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Cristino Castelo Branco, a professora do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas, Nataly de Oliveira Sampaio, destaca como a internet se tornou aliada no processo de ensino. “A internet ajuda bastante, porque quando os alunos estão na prática, criando um código, por exemplo, e surge alguma dúvida, eles podem buscar soluções em fóruns online. Além disso, conseguimos utilizar diversas ferramentas que deixam a aula mais dinâmica e ajudam a manter o aluno engajado, desenvolvendo melhor suas habilidades”, explica.
Aluno da 3ª série do ensino Médio integrado ao curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas no Ceti Cristino Castelo Branco, Francisco Afonso Nascimento dos Santos afirma que a internet é essencial para aprofundar conhecimentos e melhorar os resultados. “A internet me ajuda a ir além do básico. Consigo pesquisar mais, encontrar referências, entender melhor os assuntos e produzir trabalhos mais completos. Nos projetos, ela também ajuda a ter ideias, buscar soluções e até entender o que posso melhorar”, conta.

Para o secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, os resultados mostram que investir em conectividade é investir diretamente na qualidade do ensino. “Estamos vivendo uma revolução educacional e tecnológica no Piauí e isso passa pela conectividade. O acesso a uma internet de qualidade permite que nossos estudantes desenvolvam projetos, ideias e soluções conectadas com o mundo. É assim que seguimos avançando, com uma educação cada vez mais inovadora e sem deixar ninguém para trás”, destaca.
O crescimento também alcança escolas quilombolas e de educação especial. Em 2015, 66,6% das escolas quilombolas tinham acesso à internet, em 2025, o número chegou a 100%. Já nas escolas de educação especial, o avanço foi de 66,6% para 100%, na última década, consolidando a conectividade como ferramenta essencial para inclusão e desenvolvimento.

Foto: Letícia Santos
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