
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) realizou nesta quarta-feira (26) a mesa-redonda "Atenção Primária à Saúde em Debate: da Teoria à Prática", como parte da programação do encontro Saúde em Movimento 2026. O evento reuniu gestores, especialistas e autoridades para discutir os avanços, desafios e as estratégias de organização do atendimento básico nos municípios paranaenses. No palco, estavam representantes dos três pilares da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) com técnicos do Ministério da Saúde, da Sesa e dos municípios.
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a gestão tripartite é fundamental para o sucesso do atendimento na atenção primária à saúde. “O SUS é tripartite e o paranaense precisa do alinhamento entre União, Estado e municípios. A regionalização da saúde também precisa da atenção que acontece nos territórios, na atenção primária. Estamos falando sobre melhorar as condições de consultas, exames e deslocamento de pacientes que hoje precisam viajar em busca de atendimento”.
O primeiro debate foi focado nas diretrizes nacionais e internacionais para a qualificação do atendimento. Durante este painel, a representante da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (SAPS/MS), Letícia Araujo da Motta, abordou as normativas que induzem a melhoria da APS. Ela destacou a importância da coordenação do cuidado. “Quando a gente tem uma coordenação frágil, a gente tem um cuidado fragmentado, sem continuidade, sem racionalidade de recursos e pouco efetivo”, explicou.
Em seguida, a gerente de Atenção Primária da Sesa, Sidneya Marques Svierdsovski, apresentou a corresponsabilidade do Estado na efetivação da atenção primária como ordenadora da rede e coordenadora do cuidado.
Ela detalhou os pilares estaduais de fortalecimento, que incluem o Programa Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (Proaps), educação permanente, PlanificaSUS Paraná, linhas de cuidado, plataforma de saúde digital, teleconsultoria e telediagnóstico.
“O recurso financia a estrutura, mas é a metodologia que transforma a prática. E a metodologia que o Estado do Paraná utiliza para transformar a prática é o PlanificaSUS Paraná. Nós precisamos conhecer nosso território, nós precisamos ver as vulnerabilidades, nós precisamos identificar quais são as fragilidades, nós precisamos intensificar e fazer a gestão de cuidado da população que mais precisa”, explicou.
Os municípios paranaenses foram representados pelo assessor técnico do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR), João Felipe Marques da Silva, que apresentou os desafios e compromissos da gestão municipal no território e na oferta de serviços. Na apresentação, João destacou a incorporação de tecnologias digitais. “O Estado do Paraná é um dos estados que mais avançou em Telessaúde e Serviços Digitais, comparados aos outros estados da Federação”, afirmou.
O debate foi mediado por Maria José Evangelista, representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Ela enfatizou a necessidade de uma gestão tripartite robusta. “O SUS é tripartite, ninguém se dá bem só, ninguém. Essa mesa é tripartite. O nosso pacto federativo é de autonomia e a gente tem que se entender, pactuar, conversar, ter solidariedade para, de fato, a gente trabalhar pensando no usuário”, afirmou Maria.
SAÚDE EM MOVIMENTO– O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), promove entre esta terça (24) e sexta-feira (27) no Expotrade, em Pinhais, o “ Saúde em Movimento 2026 ”, evento que propõe atualizar gestores, prestadores e trabalhadores da área em ações estratégicas para o fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde do Estado.
O evento reúne diretores e técnicos de diversas áreas da Sesa, secretários municipais de saúde dos 399 municípios, dirigentes e apoiadores do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR), diretores dos Consórcios Intermunicipais de Saúde, tutores do PlanificaSUS Paraná, coordenadores da Atenção Primária à Saúde (APS), Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).
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