

O câncer de intestino é prevalente na população, o segundo em incidência tanto no homem quanto na mulher, depois do câncer de próstata e o de mama, respectivamente. As ações realizadas no HU reforçaram a importância da prevenção e o valor da informação, segundo o professor Marcos. “Este é um câncer que pode ser curável quando diagnosticado em fases precoces, por isso recomenda-se exames de colonoscopia, se possível, aos 45 anos”, destaca. Para quem tem histórico familiar, os exames devem ser feitos antes desta idade. “As pessoas que estão mais sujeitas ao desenvolvimento do câncer são aquelas que têm uma herança genética ou as que têm um estilo de vida que não é compatível com a saúde”.
O sedentarismo, consumo exagerado de carne e comida gordurosa, pouca ingestão de fibras e o consumo de álcool e tabaco são os maiores fatores de risco para a doença. A prevenção é realizar atitudes opostas a estes hábitos: “uma boa alimentação, combate ao sedentarismo e obesidade são estilos de vida que entram como fator preventivo”, complementa Marcos. A colonoscopia ajuda a detectar o câncer em uma fase inicial, chamada de pólipo, que é o adenoma [tumor benigno], onde surge o câncer. “Quando removemos essas lesões, o paciente não desenvolve a neoplasia”, salienta.
Apesar do mês de março ser marcante para a campanha, a equipe realiza atividades de prevenção o ano todo. “Estamos sempre nos diferentes ambulatórios orientando os próprios médicos que atendem os pacientes de outras especialidades, para que eles também orientem a respeito, mesmo que não seja a queixa principal do paciente, sobre a prevenção do câncer de intestino”, completa o professor. O Março Azul é uma campanha nacional, que envolve as Sociedades Brasileiras de Coloproctologia, Endoscopia Digestiva, e de Gastroenterologia. O câncer de intestino é o 3º mais letal no Brasil, com cerca de 20 mil mortes por ano, atingindo mais de 50 mil pessoas anualmente, de acordo com dados da campanha nacional . O HU-UEPG recebe pacientes encaminhados via Unidade Básica de Saúde (UBS) para realizar o rastreio, diagnóstico e tratamento da doença.
Texto: Jéssica Natal | Fotos: Erica Fernanda



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