
Com o objetivo de ampliar o diálogo e construir estratégias para o desenvolvimento de uma das mais importantes cadeias produtivas da Bahia, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) iniciou, nesta terça-feira (27), as atividades da Câmara Setorial da Pesca e Aquicultura. A primeira reunião marcou também a eleição de João Neto, da Associação de Pescadores de Bom Jesus da Lapa, para a presidência da Câmara no biênio 2026-2028.
A criação da Câmara da Pesca e Aquicultura integra o projeto de revitalização das Câmaras Setoriais da Agropecuária Baiana, desenvolvido pela Seagri em parceria com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem). “Neste primeiro momento, os desafios são levantar dados sobre o setor, elaborar um plano de ação estratégica e acompanhar temas como a Lei de Gerenciamento Costeiro, o Plano Espacial Marinho do Brasil e a Economia do Mar, além de considerar as demandas da pesca artesanal e industrial”, destacou a chefe de Gabinete da Seagri, Jorgete Oliveira.
Para João Neto, a Câmara representa uma oportunidade de construir, coletivamente, políticas públicas voltadas às pessoas que vivem da pesca artesanal e industrial na Bahia. “A intenção é trabalhar e navegar para o futuro, trazendo benefícios para todos os pescadores”, afirmou.
Crescimento do setor
Entre 2024 e 2025, a aquicultura baiana registrou crescimento de 14,6% no valor da produção, que passou de R$ 278,8 milhões para R$ 319,4 milhões. De acordo com a Pesquisa da Produção Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os principais destaques foram o camarão, com valor de produção de R$ 129,8 milhões e volume de 6,2 mil toneladas em 2025, e a tilápia, que alcançou R$ 144,1 milhões e produção de 13,3 mil toneladas.
Valença lidera a produção de camarão na Bahia, com 2,7 mil toneladas em 2025. Já o município de Glória, no norte do estado, ocupa a primeira posição na produção de tilápia, com 8,5 mil toneladas.
Composição intersetorial
A Câmara Setorial da Pesca e Aquicultura da Bahia reúne representantes de instituições públicas e privadas que atuam na articulação de iniciativas para o desenvolvimento das cadeias produtivas do setor. Entre as atribuições estão a definição de diretrizes e o acompanhamento dos resultados das ações implementadas pelo Estado.
Além de órgãos e instituições dos governos estadual e federal, também compõem o colegiado a Associação Comunitária de Mulheres Indígenas Agricultoras e Pescadoras da Aldeia Pedra Branca do Povo Tumbalalá; Associação dos Pescadores do Açude Público de Adustina A-16; Assentamento Comunitário São Sebastião; Associação Comunitária Beneficente dos Pescadores do Bairro da Ponta de Souza; Associação de Pescadores e Pescadoras de Remanso A-129; Associação de Pescadores e Aquicultores de Muniz Ferreira; Associação dos Trabalhadores da Pesca, Mariscagem e da Agricultura de Pirajuia; Associação das Comunidades Rurais da Caatinga e Beira do Rio; Associação de Pescadores de Bom Jesus da Lapa; Associação dos Trabalhadores Rurais e Pescadores Quilombolas de Fazenda Grande; Associação de Pescadores e Agricultores do São Francisco; e Associação de Pescadores, Marisqueiras e Moradores da Comunidade Quilombola do Buri e Adjacências.
Fonte: Ascom/Seagri
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