
O sobrepeso afeta mais da metade da população adulta do Brasil. É o que mostra o Mapa da Obesidade, elaborado pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) em 2019, que apontou que 55,4% dos brasileiros apresentam Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 25, sendo 57,1% entre os homens e 53,9% entre as mulheres.
O Mapa da Obesidade foi elaborado com dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que é realizada nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
Já em relação à obesidade, quando o IMC é superior a 30, o índice nacional é de 19,8%, sendo 18,7% em homens e 20,7% em mulheres. O estudo mostrou que a maior incidência de obesidade entre homens foi observada em Boa Vista (24,6%), Natal (24,3%) e Rio Branco (23,3%). Já entre as mulheres, este índice foi maior em Manaus (25,7%), Macapá (25,2%), Recife e Rio Branco (ambas com 23,4%). Os dados podem ser conferidos no mapa interativo disponibilizado pelo levantamento.
Para Leandro Nóbrega (CRM/PB 7689 - RQE 4906 e 6303), cirurgião digestivo e bariátrico, as variações de casos de obesidade entre as capitais ocorrem por conta de aspectos socioeconômicos, diferenças no acesso a alimentos saudáveis, níveis de urbanização e diferenças culturais em relação à alimentação e ao exercício físico.
“Podemos perceber que áreas com maior poder aquisitivo, como capitais, podem ter tanto maior acesso a alimentos processados e estilo de vida sedentário quanto mais oportunidades de educação sobre saúde e nutrição, resultando em diferenças no perfil de obesidade”, explica o médico.
Cirurgia bariátrica e melhora da saúde
O Dr. Leandro Nóbrega explica que as cirurgias bariátricas são recomendadas em casos de preocupação clínica significativa relacionada ao peso do paciente que não podem ser geridas através de métodos não cirúrgicos.
“A cirurgia bariátrica é uma opção de tratamento para a obesidade, tendo apresentado bons resultados na perda de peso. Mas há, ainda, outras finalidades dessa cirurgia que podem atender ao paciente, como melhora de problemas de saúde e diminuição de risco de doenças, como o câncer”, explicita o médico.
O especialista aponta que a cirurgia bariátrica pode ser indicada em casos de obesidade mórbida, quando o IMC é superior a 40, ou quando o IMC é superior a 35, acompanhado por alguma comorbidade, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono.
“A decisão deve sempre ser feita após uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios e com a compreensão de que a cirurgia é parte de uma abordagem de tratamento a longo prazo que inclui mudanças significativas no estilo de vida”, disse o cirurgião.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a realização de cirurgias bariátricas no Brasil cresceu nos últimos anos. Em 2021, foram 57.152 intervenções do tipo. Já em 2022, foram 65.256 cirurgias bariátricas realizadas no país.
Para o Dr. Leandro Nóbrega, o aumento da realização de cirurgias bariátricas é um sinal do avanço das técnicas, que são cada vez mais seguras e efetivas, o que reflete nos resultados alcançados por pacientes que contam com o suporte contínuo de equipes especializadas.
“É vital destacar a importância do acompanhamento multidisciplinar no processo de cirurgia bariátrica. Nutricionistas, psicólogos, endocrinologistas e fisioterapeutas desempenham papéis fundamentais antes e depois do procedimento para garantir o bem-estar do paciente e o sucesso a longo prazo”, ressalta o especialista.
Para saber mais, basta acessar: www.drleandronobrega.com.br
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