
Profissionais que atuam nas equipes de saúde bucal da Atenção Básica no Município participaram de uma capacitação nesta quarta-feira (10). O curso, realizado pela Coordenação de Saúde Bucal e pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps Infantil), teve como foco a qualificação da assistência, garantindo o acesso à saúde bucal de forma humanizada, respeitosa e segura para pacientes autistas.

A iniciativa foi motivada pela publicação, em setembro de 2025, do documento do Ministério da Saúde que estabelece a linha de cuidado para pessoas com autismo. O material reforça o papel da Atenção Básica como porta de entrada preferencial do sistema de saúde e responsável pela coordenação do cuidado desses pacientes. Quando necessário, os usuários são encaminhados para os serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Na ocasião, o gerente do Caps Infantil, Higor Souza, destacou que entre os temas abordados estavam orientações de como conduzir uma situação clínica, de como manejar a orientação parental e ênfase nos cuidados com pessoas com autismo, tanto nos casos leves quanto nos casos moderados, além de estudos de caso.

Para a psicóloga do Caps Infantil, Isabel Lima, momentos como esses são necessários para discussões sobre questões relacionadas ao autismo que podem impactar no atendimento dos profissionais. “Então nós falamos sobre crises, sobre sensibilidade sensorial e sobre características do autismo que podem dificultar o atendimento odontológico e também sobre formas de reduzir os impactos dessas características durante o atendimento”, completou.
A coordenadora de Saúde Bucal do Município, Letícia Nascimento, também falou sobre a relevância da iniciativa para a Atenção Básica do município, o que permitirá atendimentos mais acessíveis e acolhedores. “Podemos desenvolver estratégias para reduzir a ansiedade, criar um ambiente mais acolhedor para o paciente e estabelecer uma relação de confiança. Por isso que a Coordenação de Saúde Bucal, em articulação com a Coordenação de Saúde Mental, pensou nessa capacitação para falar sobre a inclusão, sobre o respeito às diferenças”, concluiu.



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